A disciplina do menos

Greg McKeown, escreveu para Harvard Business Review:

Por que as pessoas e organizações que já tem sucesso não se tornam automaticamente enormes sucessos? Uma explicação interessante é devido ao que podemos chamar de “o paradoxo da clareza”, que pode ser resumido em quatro fases previsíveis:

Fase 1: Quando nós realmente temos clareza de propósito, isso nos leva ao sucesso.
Fase 2: Quando temos sucesso, isso nos leva a mais opções e oportunidades.
Fase 3: Quando temos opções e oportunidades em mais quantidade, isso nos leva a esforços difusos.
Fase 4: Esforços difusos minam a clareza que nos trouxe o sucesso em primeiro lugar.

Curiosamente, e exagerando o ponto para deixar mais claro: o sucesso é um catalizador para o fracasso.

Eu gosto dessa teoria como base para entender o sucesso excepcional da Apple. Steve Jobs era orgulhoso de dizer “não”. Na entrevista para o All Things D de 2004, perguntado sobre o PDA da Apple: “Eu sou tão orgulhoso dos produtos que não fizemos quanto dos produtos que fizemos”. Veja outros exemplos aqui e aqui.

Tim Cook, na conferência do Goldman Sachs sobre tecnologia em 2010 falou:

Nós podemos colocar todos os nossos produtos nessa mesa. Esses produtos vendem $40 bilhões por ano. Nenhuma outra empresa pode fazer uma afirmação como essa exceto uma empresa de petróleo. Nós somos a empresa mais focada que eu já conheci ou li a respeito.

Nós dizemos não para boas idéias todos os dias. Nós dizemos não para grandes idéias para manter o número de coisas que focamos pequeno.