Under the Spell of Yoga

Ancient Celtic figure of Cernunos, showing him as Shaman, Yogi, and Prajapati, the original tribal Shiva, 'Lord of the Creatures.'

Yoga: The Art of Transformation

an exhibition at the Freer and Sackler Galleries, Washington, D.C., October 19, 2013–January 26, 2014; the Asian Art Museum, San Francisco, February 22–May 18, 2014; and the Cleveland Museum of Art, June 22–September 7, 2014
Catalog of the exhibition edited by Debra Diamond
Freer Gallery of Art/Arthur M. Sackler Gallery/Smithsonian Books, 328 pp., $55.00

The Khecarīvidyā of Ādinātha: A Critical Edition and Annotated Translation of an Early Text of Haṭhayoga

by James Mallinson
Routledge, 299 pp., $49.95 (paper)

Sinister Yogis

by David Gordon White
University of Chicago Press, 352 pp., $29.00 (paper)

Warrior Ascetics and Indian Empires

by William R. Pinch
Cambridge University Press, 280 pp., $36.99 (paper)
dalrymple_1-030614.jpg Chester Beatty Library, Dublin

Detail of ‘The Feast of the Yogis,’ from the Hindi Sufi romance Mrigavati, Allahabad, 1603–1604

Around 1600, a dramatic shift took place in Mughal art. The Mughal emperors of India were the most powerful monarchs of their day—at the beginning of the seventeenth century, they ruled over a hundred million subjects, five times the number administered by their only rivals, the Ottomans. Much of the painting that took place in the ateliers of the first Mughal emperors was effectively dynastic propaganda, and gloried in the Mughals’ pomp and prestige. Illustrated copies were produced of the diaries of Babur, the conqueror who first brought the Muslim dynasty of the Mughal emperors to India in 1526, as well as exquisite paintings illustrating every significant episode in the biography of his grandson, Akbar.

Then, quite suddenly, at this moment of imperial climax, a young Hindu khanazad (or “palace-born”) prodigy named Govardhan began painting images of a sort that had never been seen before in Mughal art. They were not pictures of battles or court receptions. Instead they were closely observed portraits of holy men performing yogic asanas or exercises that aimed to focus the mind and achieve spiritual liberation and transcendence. The results of Govardhan’s experiments in painting—along with a superbly curated selection of several hundred other images from the history of yoga—were recently on view in “Yoga: The Art of Transformation,” a remarkable exhibition at the Freer and Sackler galleries in Washington, D.C., which will travel next to San Francisco and Cleveland.

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Dokkōdō

Dokkōdō (独行道 Dokkōdō; “O Caminho da Solidão” ou “O Caminho a ser Seguido Sozinho”) foi um livro escrito por Miyamoto Musashi (宮本 武蔵) uma semana antes de morrer em 1645. É um trabalho curto, consistindo de vinte e um preceitos; os preceitos 4 e 20 são omitidos na primeira versão. Foi composto quando Musashi entregou suas posses em preparação para a morte, e foi dedicado ao seu discípulo favorito, Terao Magonojo (a quem o Go rin no sho também fora dedicado). Expressa um estilo de vida honesto e ascético.

Os preceitos

  1. Aceite tudo como é.
  2. Não procure o prazer físico para seu proprio partido.
  3. Em nenhuma circunstância, dependa de um sentimento parcial.
  4. Considere a si mesmo com leveza; considere o mundo com profundidade.
  5. Durante a sua vida, evita o desejo, até o proprio desejo de nada desejar.
  6. Não lamente o que fez.
  7. Não possua inveja.
  8. Não se deixe entristecer por uma separação.
  9. Ressentimento e reclamação são inadequadas tanto para si como para os outros.
  10. Não deixe se guiar pelos sentimentos de luxuria ou amor.
  11. Em todas as coisas, não tenha preferências.
  12. Seja indiferente ao local onde reside.
  13. Não persiga o gosto da boa comida.
  14. Não carregue bens que já não necessita.
  15. Não aja de acordo com as crenças habituais.
  16. Não colecione ou pratique com armas para além do necessário.
  17. Não tenha receio da morte.
  18. Não tenha a intenção de possuir objetos ou um feudo na velhice.
  19. Respeite deuses e Buda sem contar com o seu auxilio.
  20. Ainda que abandone sua vida, preserve a sua honra.
  21. Nunca se afaste do Caminho.
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Thich Nhat Hanh’s Calligraphy Exhibit: Five Pieces From the Show

By Barbara Chai

New York’s ABC Home and Blue Cliff Monastery will host the U.S. premiere of Thich Nhat Hanh’s calligraphy exhibit this fall, displaying 88 original works of calligraphy by the Buddhist monk and spiritual leader.

Thich Nhat Hanh, who is also known as Thay, has incorporated calligraphy in his meditative practice for more than two decades. He drinks a cup of Chinese black tea before sitting to write, and adds drops of tea into the calligraphy ink. His pieces show an energy and life force within each brush stroke, said Sister Chan Khong, who has studied and worked with Thay for more than 50 years.

Below is a preview of five pieces in the ABC Home exhibition, which runs from Sept. 7 to Dec. 31. Check back in for more on Thich Nhat Hanh and follow @barbarachai.

breathe you are alive. just breathing and becoming aware that we are still alive can bring us great happiness. when we breathe mindfully, we reclaim our territory of body and mind and we encounter life in the present moment. from the U.S. premiere exhibition: calligraphic meditation: the mindful art of Thich Nhat Hanh, abc home, Sept. 7-Dec. 31
go as a river. without a community or sangha, we cannot go far. the sangha is our body and we are like the cells of the same organism. when we walk, we walk as one. when we sit, we sit as one. we practice collectively and move forward on our spiritual path as one body of water.
i have arrived i am home. this phrase is a great reminder for us to practice arriving in the here and now. when we are fully present in the here and now, we feel this is our true home.
no mud no lotus. the lotus flower cannot be there without the mud. likewise, happiness cannot be there without suffering. looking deeply into our suffering, we gain an understanding of it, which gives happiness a chance to blossom. thus, the lotus does not have to reject the mud, and the beauty of the lotus actually gives value to the mud.
zen circle. the zen circle has multiple significances: emptiness, full of the cosmos, space, everything inter-is. 

Be still and know

Hubble / Carina Nebula

Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a Terra.
Salmos 46:10

“Aquietar” significa ficar em paz e concentrado. O termo budista é samatha (parado, calmo). “Saber” significa adquirir sabedoria ou entendimento. O termo para isso é vipasyana (insight ou o olhar profundo). Quando estamos quietos, olhando profundamente e tocando a fonte de nossa verdadeira sabedoria, nós tocamos o Buda Vivo e o Cristo Vivo dentro de nós e em cada pessoa que encontramos.

Diálogo

Em um altar em meu dormitório na França estão imagens do Buda e de Jesus e toda a vez que eu acendo um incenso, eu toco ambos como meus ancestrais espirituais.

Eu sou capaz de fazer isso porque eu já me encontrei com muitos cristãos reais, homens e mulheres das quais as vidas e palavras incorporam os mais profundos aspectos da tradição cristã.

A maioria dos limites entre as tradições são artificiais. A verdade não possui limites. As diferenças estão geralmente nas ênfases.

Não pense que o conhecimento que você atualmente possui é imutável, uma verdade absoluta. Evite ter a mente estreita e presa as visões presentes. Aprenda e pratique o desapego a visões para se manter aberto a receber novos pontos de vista.

Quando você olha no coração de uma flor, você, vê nuvens, luz do sol, minerais, tempo, a Terra e tudo mais no cosmos dentro dela. Sem as nuvens, não haveria chuva e também não haveria a flor.

Nenhuma tradição única monopoliza a verdade. Nós devemos olhar os melhores valores de cada tradição e trabalhar juntos para remover as tensões entre elas. Se fizermos isso, a paz terá chances.

Para o diálogo ser frutífero, nós precisamos viver profundamente nossas próprias tradições e, ao mesmo tempo olhar e ouvir profundamente os outros. Nós podemos apreciar a beleza e o valor de nós próprios e a tradição dos outros.

Para se manter digno e crescer forte, nós precisamos de raízes. Depois de um retiro, um jovem homem me disse: “Thây, eu me sinto mais judeu do que nunca. Eu vou dizer ao meu rabino que um monge budista me inspirou a voltar para ele.”

O diálogo deve iniciar, antes de tudo, dentro de você mesmo.

Introducão para Be Still and Know: Reflections from Living Buddha, Living Christ de Thich Nhat Hanh

Olhando para nosso alimento

A comida da semana para uma família no Butão.

O comer desperto, consciente é uma prática importante. Ela nutre a consciência em nós. As crianças são muito capazes de participar conosco. Nos monastérios budistas, nós comemos nossas refeições em silêncio para ser mais fácil prestar total atenção a comida e aos outros membros da comunidade que estão presentes. E, nós mastigamos cada pedaço de comida, pelo menos trinta vezes para nos ajudar a entrar em contato com ela. Comer dessa forma é muito bom para a digestão.

Antes de cada alimentação, um monge ou uma freira recita as Cinco Contemplações:

“Esta comida é um presente de todo universo – da terra, do céu e de muito trabalho duro.
Que vivamos de uma maneira que seja digna dessa comida.
Que nós transformemos nossos estados de mente débeis, especialmente os da ganância.
Que nos alimentemos apenas de comidas que nutram e previnam doenças.
Que aceitemos essa comida como a realização do caminho do entendimento e do amor.”

Então, nós olhamos para a comida profundamente e de uma forma que possibilite ela se tornar real. Contemplar nossa comida antes de comer de forma desperta pode ser uma fonte real de felicidade. Toda a vez que eu seguro uma jarra de arroz, eu sei quão afortunado eu sou. Eu sei que quarenta mil crianças morrem todo dia por causa da falta da comida e que muitas pessoas estão sozinhas, sem amigos ou família. Eu visualizo-os e sinto uma profunda compaixão. Você não precisa estar em um monastério para praticar isso. Você pode praticar em casa em sua mesa de jantar.

Comer conscientemente é uma maneira maravilhosa de nutrir nossa compaixão e encoraja-nos a fazer algo para ajudar aqueles que estão famintos e sozinhos. Nós não precisamos ficar com medo de comer sem ter a TV, rádio, jornal ou uma conversação complicada para nos distrair.

Na verdade, é maravilhoso e alegre estar completamente presente com nossa comida.

Texto extraído de Living in Christ, Living in Buddha de Thich Nhat Hanh

A foto em destaque vem do post sobre a alimentação familiar de 1 semana em vários países do mundo. Vale muito a pena.

Real Love

Peace is every step
Peace is every step
Paz a cada passo.

“If our love is only a will to possess, it is not love.”

Eu leio algumas passagens de livros budistas sempre que dá. Elas me enchem de calma e diminuem minha ansiedade. Tenho sensação de reconectar comigo mesmo, com a minha vida consciente e, me sinto melhor no geral.

Fico capaz de pensar nos outros novamente e, sinto menos medo, ou, mais coragem pra viver. (Acho que talvez seja essa uma das razões para muitas religiões prescreverem a leitura de textos sagrados com regularidade.)

Com essa chuva de hoje, abri e folheei o livro escrito pelo monge vietnamita budista Thich Nhat Hanh em Peace in Every Step e tirei essa passagem:

Real Love

Thich Nhat Hanh in Vught, the Netherlands, 2006
Thich Nhat Hanh in Vught, the Netherlands, 2006 (Photo credit: Wikipedia)

“We really have to understand the person we want to love. If our love is only a will to possess, it is not love. If we only think of ourselves, if we know only our own needs and ignore the needs of the other person, we cannot love. We must look deeply in order to see and understand the needs, aspirations, and suffering of the person we love. This is the ground of real love. you cannot resist loving another person when you really understand him or her.

From time to time, sit close to the one you love, hold his or her hand, and ask, “Darling, do I understand you enough? or am I making you suffer? Please tell me so that I can learn to love you properly. I don’t want to make you suffer, and if I do so because of my ignorance, please tell me so that I can love you better, so that you can be happy.” If you say this in a voice that communicates your real openness to understand, the other person may cry. Thais is a good sign, because it means the door of understanding is opening and everything will be possible again.

Maybe a father does not have time or is not brave enough to ask his son such a question. Then the love between them will not be as full as it could be. We need courage to ask these questions but if we don’t ask, the more we love, the more we may destroy the people we are trying to love. True love needs understanding. With understanding, the one we love will certainly flower.

de Thich Nhat Hanh em Peace in Every Step de 1991.

 

Amém.

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