Dokkōdō

Dokkōdō (独行道 Dokkōdō; “O Caminho da Solidão” ou “O Caminho a ser Seguido Sozinho”) foi um livro escrito por Miyamoto Musashi (宮本 武蔵) uma semana antes de morrer em 1645. É um trabalho curto, consistindo de vinte e um preceitos; os preceitos 4 e 20 são omitidos na primeira versão. Foi composto quando Musashi entregou suas posses em preparação para a morte, e foi dedicado ao seu discípulo favorito, Terao Magonojo (a quem o Go rin no sho também fora dedicado). Expressa um estilo de vida honesto e ascético.

Os preceitos

  1. Aceite tudo como é.
  2. Não procure o prazer físico para seu proprio partido.
  3. Em nenhuma circunstância, dependa de um sentimento parcial.
  4. Considere a si mesmo com leveza; considere o mundo com profundidade.
  5. Durante a sua vida, evita o desejo, até o proprio desejo de nada desejar.
  6. Não lamente o que fez.
  7. Não possua inveja.
  8. Não se deixe entristecer por uma separação.
  9. Ressentimento e reclamação são inadequadas tanto para si como para os outros.
  10. Não deixe se guiar pelos sentimentos de luxuria ou amor.
  11. Em todas as coisas, não tenha preferências.
  12. Seja indiferente ao local onde reside.
  13. Não persiga o gosto da boa comida.
  14. Não carregue bens que já não necessita.
  15. Não aja de acordo com as crenças habituais.
  16. Não colecione ou pratique com armas para além do necessário.
  17. Não tenha receio da morte.
  18. Não tenha a intenção de possuir objetos ou um feudo na velhice.
  19. Respeite deuses e Buda sem contar com o seu auxilio.
  20. Ainda que abandone sua vida, preserve a sua honra.
  21. Nunca se afaste do Caminho.
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The Snowden Leaks and the Public

wikileaks

1.

It is harder than you might think to destroy an Apple MacBook Pro according to British government standards. In a perfect world the officials who want to destroy such machines prefer them to be dropped into a kind of giant food mixer that reduces them to dust. Lacking such equipment, The Guardian purchased a power drill and angle grinder on July 20 this year and—under the watchful eyes of two state observers—ripped them into obsolescence.

It was hot, dusty work in the basement of The Guardian that Saturday, a date that surely merits some sort of footnote in any history of how, in modern democracies, governments tangle with the press. The British state had decreed that there had been “enough” debate around the material leaked in late May by the former NSA contractor Edward Snowden. IfThe Guardian refused to hand back or destroy the documents, I, as editor of The Guardian, could expect either an injunction or a visit by the police—it was never quite spelled out which. The state, in any event, was threatening prior restraint of reporting and discussion by the press, no matter its public interest or importance. This was par for the course in eighteenth-century Britain, less so now. Continue lendo “The Snowden Leaks and the Public”

O julgamento do espelho

O Julgamento do Espelho

Quando as pessoas lhe contarem quem elas são, acredite. Mas quando tentarem dizer quem você é, não.

Você é o único dono da sua própria integridade e as hipóteses criadas por aqueles que não entendem quem você é e o que você representa pra si mesmo revelam muito sobre eles e absolutamente nada sobre você.

The End of Hypocrisy

End of Hypocrisy

American Foreign Policy in the Age of Leaks

Henry Farrell and Martha Finnemore

The U.S. government seems outraged that people are leaking classified materials about its less attractive behavior. It certainly acts that way: three years ago, after Chelsea Manning, an army private then known as Bradley Manning, turned over hundreds of thousands of classified cables to the anti-secrecy group WikiLeaks, U.S. authorities imprisoned the soldier under conditions that the UN special rapporteur on torture deemed cruel and inhumane. The Senate’s top Republican, Mitch McConnell, appearing on Meet the Press shortly thereafter, called WikiLeaks’ founder, Julian Assange, “a high-tech terrorist.”

More recently, following the disclosures about U.S. spying programs by Edward Snowden, a former National Security Agency analyst, U.S. officials spent a great deal of diplomatic capital trying to convince other countries to deny Snowden refuge. And U.S. President Barack Obama canceled a long-anticipated summit with Russian President Vladimir Putin when he refused to comply.

Continue lendo “The End of Hypocrisy”

O empiclecimento global

Empiclecimento Global

Está em curso uma grande transformação global que vai nos afogar no vinagre

It’s your life — but only if you make it so. The standards by which you live must be your own standards, your own values, your own convictions in regard to what is right and wrong, what is true and false, what is important and what is trivial. When you adopt the standards and the values of someone else or a community or a pressure group, you surrender your own integrity. You become, to the extent of your surrender, less of a human being. — Eleanor Roosevelt

Um amigo faz uma analogia inteligente sobre o processo no qual passamos ao trabalhar para uma corporação ou ao pertencer a um grupo de idiotas, o que ele chama de empiclecimento.

Um vidro de picles tem inúmeros ingredientes como pepino, milho, cebola e outros muitos que eu não consigo lembrar, mas que dado certo período de tempo, tornam-se inevitavelmente e apenas…picles. Não importa o que seja, entrou, virou picles.

É, com gente é assim também, você entra cheio de autenticidade de vida e quando menos espera já é um picles. Igual aos outros, jogando a sua personalidade fora e pertencendo aquela tribo que esteriliza as suas propriedades fazendo os sabores dos ingredientes mais fortes prevalecer. (Aqui, você pode também trocar a palavra ‘fortes’ pela palavra ‘adaptados’, pra gente não fazer Carlos Roberto Darwin virar no caixão, afinal, essa analogia também é evolucionista.)

É, com a gente parece que é o mesmo. Sinto dizer: estamos em um processo global e aceleradíssimo de empiclecimento. Continue lendo “O empiclecimento global”

Respeite-se, Brasil. Ame-se, Brasil.

Fernando de Noronha Brasil

As causas mais profundas do amor próprio não têm nada a ver com algo exterior a você – nem com seu corpo ou com as expectativas sobre você mesmo. Se você se basear na sua própria bondade, nada será capaz de destruir sua auto-estima. Delicie-se com sua natureza interior, com suas virtudes e com todas as suas qualidades lindas.

— Karmapa

Hoje, ouvi um amigo criticando que só no Brasil as coisas eram assim ou assim. Ouço isso desde sempre mas me recuso e dessa vez, fiquei puto.  Nós continuamos achando que o brasileiro é inferior ou ‘defeituoso’, e que os caras ‘de lá’ são muito melhores. Aquele famoso: “Os americanos são muito melhores.”

Não vejo nada pior do que isso pra o nosso respeito próprio e auto-estima. O mundo “melhor” já criou algumas guerras mundiais, destruiu todo seu meio-ambiente, dizimou espécies e “genocidou-se” infinitas vezes. Nós já temos nossa lista de crimes, claro, temos uma elite corrupta de políticos e mercenários, bandidos a solta nas ruas e no controle do país. Mas no fundo o que eu mais vejo por aqui e por ali, são amigos de uma população maravilhosa, trabalhadora e bondosa que merece mais.

Nós dividimos essa curta vida. Nós vivemos essa p… toda juntos nessa terra que tem praias, sol, pessoas lindas, mulheres incríveis, cores, alegria, tem tudo. TEM TUDO. “Terra onde em se plantando tudo dá” (Lembra dessa tb?)

Se eu pudesse falar algo agora pra todos, diria: respeitem-se, amem-se. Não esperemos ninguém validar nossa humilde grandiosidade e nossa abençoada vida.

Uma das terríveis conseqüências do desamor é que não cuidamos do que não amamos. E, precisamos urgentemente amar o Brasil e cuidar dele.

Não existe um lugar sem problemas, um lugar onde só existam pessoas bonitas, inteligentes e ricas, todas acima da média. Essa utopia fomentada pelo marketing só traz insatisfação pra quem acredita nesse conto do vigário, das celebridades instantâneas, das propagandas de sutiã e calcinha. Bonito sim é um sorriso da nossa mulher multicolorida, um abraço bem apertado do nosso amigo mais querido. Não se iludam, não me iludo, pães de açúcar, corcovados.

Aos trancos e barrancos, vamos seguindo nossas vidas que são nossas. Somos independentes, somos capazes e estamos vivos (yeaaahh!) depois de tantas desgraças e experts profetizando o contrário.

Acho que devemos proteger nossas matas, bichos e índios, comer muito da nossa comida espetacular. Precisamos cuidar muito de nós mesmos com todos nossos defeitos de terceiro mundo e, vamos em frente porque Deus nos colocou nesse lugar paradisíaco chamado Brasil. Eu acho que posso te dizer que mais da metade do mundo gostaria de estar por aqui hoje. (E, talvez outra metade no Rock in Rio. =:) ) Parece que só quem não se dá o valor hoje, é o brasileiro, porque o mundo tá apaixonado pela gente.

“Que lugar colorido e fantástico! É tão VIVO aqui! Cachorros latindo, risadas saindo de todas as janelas, músicas para lá de contagiantes, lindas pinturas nas paredes das ruas, até mesmo o som de fogos, tudo isso nesse lugar elétrico cheio de um sopro coletivo de vida!” – Alicia Keys

Sem que haja respeito ou amor por nós mesmos, nunca vamos construir nada melhor para nossas famílias e amigos aqui nessa terra abençoada. Precisamos amar, proteger e cuidar pra que a coisa toda melhore. E, isso exige amor maternal, fraternal, paternal, de todo tipo mesmo. Na humildade, na honestidade, consertando essa coisa toda, um dia por vez, sem complexo de inferioridade, fazendo a nossa parte e tocando a bola pra frente.

This is it ou, é nóis, mano.

PS: Com ou sem STJ dando a lambuja de hoje. Que merda.

PS 2: A cantora Alicia Keys deixou uma mensagem pro Brasil que vale a lida:

“Querido Brasil,

Estou apaixonada por você. Não é surpresa que você enfeitiça todos que vêm aqui e inspira tantas canções a serem escritas sobre você e tantas histórias a serem contadas sobre você. Eu cheguei alguns dias antes dos meus shows porque era aniversário do meu marido e nós queríamos sentir um gostinho de você.

Que lugar colorido e fantástico! É tão VIVO aqui! Cachorros latindo, risadas saindo de todas as janelas, músicas para lá de contagiantes, lindas pinturas nas paredes das ruas, até mesmo o som de fogos, tudo isso nesse lugar elétrico cheio de um sopro coletivo de vida!

Até o momento, eu vi o Cristo se acender enquanto o sol se põe, fiz brigadeiro na casa de amigos novos, provei as mais deliciosas comidas feitas de coco, ouvi samba nas vozes de homens e mulheres que te arrepiam, presenciei capoeira nas ruas do centro da cidade, descobri a música brasileira dos anos 1970, conheci alguns dos artistas de rua mais fenomenais do mundo atualmente (graças ao meu marido, que também está intensamente afetado pela sua cultura vibrante) e abracei as pessoas mais apaixonadas pela vida que já conheci!

Eu me sinto em casa aqui! O calor é meu companheiro, a música é minha inspiração, e eu agradeço a todos vocês por me receberem nesse lugar fenomenal e por colocarem minha mente num lugar totalmente novo. Eu acredito que esse é só o começo para nós, lindo Brasil.

O começo de uma lembrança significativa!

Estou ansiosa por sermos amigos por um longo tempo.

Com amor e gratidão,

Obrigada,

Alicia”

RIO from SCIENTIFANTASTIC on Vimeo.

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Bukowski e a opressão

Incrível o que aconteceu com o post “As pessoas simplesmente se esvaziam” deste último sábado (17/08/2013).

Até agora são mais de 7.400 likes na página mais algumas centenas no mural do Jornal do Empreendedor no Facebook. Tô aqui pensando nos porquês desse post ter viralizado assim. Claro, as razões “abundam” mas o post realmente tocou alguma coisa que estava engasgada.

Obrigado a todos que gostaram. O relacionamento digital em geral é bem frustrante mas posso dizer que esse post muda um pouco isso pra mim. Acho que a internet vai deixar gente inteligente cada dia mais inteligente e conectada com o que gosta. Sou um otimista da net mesmo.