Growth Hacking em Menlo Park

Um colega, Richard Price esteve no Growth Hackers Conference em Menlo Park na última sexta. Entre os palestrantes estavam pessoas que encabeçaram times de crescimento ou Growth Hacking no Facebook, Twitter, LinkedIn, Zynga e no Dropbox.

A Growth Hackers Conference almeja ajudar os encarregados pelo marketing das empresas a usarem dados efetivamente para o crescimento das empresas.

Um dos temas que apareceram muito foi a idéia de se achar um indicador para usuário que se tornaria um usuário frequente mais tarde. O time de crescimento iria focar então seu trabalho em otimizações para esta métrica. Todos os participantes haviam liderado equipes de Growth Hacking.

Aqui vão como os times de Growth Hacking dessas empresas pensaram cada um de seus indicadores:

Facebook

Chamath Palihapitiya, que liderou o time de Growth Hacking do Facebook, disse que o indicador de um usuário se tornar frequente era ele chegar a ter 8 amigos dentro de dez dias de registro no serviço.

Zynga

Nabeel Hyatt, um VC do Spark Capital, and anteriormente um GM no Zynga, com 40 milhões de usuários ativos por mes, disse que o Zynga foca em retenção D1 (retenção no primeiro dia). A Zynga acha que se alguém volta após o primeiro dia de se cadastrar em um jogo, isso é um indicador de que ele vai se tornar um usuário engajado e pagador.

Dropbox

ChenLi Wang, que lidera o grupo de Growth Hacking no Dropbox, disse que o indicador no Dropbox é quando o usuário carrega pelo menos um arquivo em um folder do Dropbox em um dispositivo (device).

Twitter

Josh Elman, um VC no Greylock, e antigo líder do time de Growth Hacking no Twitter, disse que o indicador de engajamento no Twitter é parecido com o do Facebook: o usuário seguir uma quantidade de pessoas e uma certa porcentagem de pessoas seguir o usuário de volta.

LinkedIn

Elliot Schmukler, que lidera o time de Growth Hacking do LinkedIn, disse que o indicador também é similar ao do Facebook: o usuário fazendo X conexões em Y dias. Ele não determinou X nem Y.

Características dos indicadores

Os vários indicadores se encaixam em três categorias:

  • Densidade de Network: conexões de amigos ou seguidores dentro de um período de tempo
  • Conteúdo Adicionado: arquivos carregados em um folder do Dropbox
  • Freqüência de visitação: Retenção de D1

Nabeel Hyatt mencionou que é bastante útil para um time de crescimento se focar em uma métrica operacional única e então ter um número de KPIs (key performance indicators – Indicadores chave de performance) que também devem seguir.

Ele disse que é importante que a métrica operacional seja concreta e também seja feita bem no início do funnel de experiência do usuário com o site. Conforme o funnel continua, os desistentes aumentam e você quer achar os indicadores que são o mais perto possível ao topo do funnel assim você pode trabalhar para minimizar as desistências.

Chamath falou sobre como seu time descobriu o indicador “7 amigos em 10 dias”. Ele disse que eles observaram grupos de usuários que se tornaram engajados e outros que não, e o padrão que emergiu foi que os que se engajaram tinham atingido pelo menos 7 amigos dentro de 10 dias do registro no site.

Outros pontos dos palestrantes

Outras coisas foram mencionadas na conferência. Josh Elman mencionou que o Twitter tem dois tipos de usuário ativo:

  • Um usuário ativo normal que é alguém que visitou sua timeline pelo menos uma vez nos últimos 28 dias
  • Um usuário ‘core’ que é alguém que tem visitado sua timeline pelo menos 7 vezes nos últimos 28 dias

Chamath disse que enquanto liderava o time de Growth Hacking no Facebook, ele focou em quatro coisas:

  • Aquisição: como conquistar mais usuários
  • Ativação: como fazer com que os usuários tivessem o momento ‘Aha’ o mais rápido possível
  • Engajamento: como certificar-se que os usuários experimentassem o produto em sua entrega de valor o mais frequentemente possível
  • Viralidade: como fazer pessoas trazerem mais pessoas para a plataforma

Ele disse que houve uma tendência nos times de crescimentoem se medir o tempo para o momento ‘Aha’ em dias. Sua visão é de que deveria ser medido em horas e idealmente em minutos e segundos. A idéia é que o usuário deve ter o seu momento ‘Aha’ moment tão rapidamente quanto é possível depois do sign-up.

  • André, parabéns pelo excelente artigo. Muito bom mesmo.

    Temos que espalhar o termo aqui no Brasil.

    Acompanhei a Growth Hackers Conference, mas não vi este post do Richard Price. Realmente muito bom e muito rico. Todos ficamos buscando métricas aleatórias e que não fazem sentido para uma situação específica. Este post é a prova que os Coordenadores/Diretores de Equipes de Crescimento (gostei muito da “tradução”) estão sendo cada vez mais específicos em suas KPIs.

    Neste post está documentado o que as maiores empresas do mundo estão pensando sobre métricas de crescimento, e por isso é tão rico! Parabéns.

    Grande abraço.

    Diego.

    • Oi, Diego. Acho que é interessante demais o assunto. O que sabemos das empresas de ponta vem em geral por meio de informações geradas por elas mesmas e suas assessorias. Em conferências como essas, você pode entender um pouco mais como está sendo o desenvolvimento interno dos negócios delas e isso me interessa muito 🙂

      Obrigado pela presença!