Desemprego tecnológico: Não apenas nos EUA

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As vagas caem mas a produção cresce.

Andrew McFee, o principal pesquisador cientista do MIT que estuda o impacto da tecnologia acaba de postar esse gráfico que mostra a evolução do emprego na China em contraste com a produção.

A China aumentou sua produção em 70% entre 1996 e 2008, ao mesmo tempo que o número de vagas de trabalho caiu em 25%.

A automatização das fábricas na China está acontecendo de forma aguda e a produtividade está se acelerando, como aconteceu nos EUA há algumas décadas. Esse ganho de produtividade se dá pelo emprego de inovações tecnológicas.

Mesmo o custo do trabalho sendo apenas 4% do valor do trabalho nos EUA, as fábricas chinesas estão apostando em automação para o aumento de produtividade.

Isso deixa mais claro o quanto a tecnologia está impactando o mundo dos negócios em ritmo acelerado e porque não decisivo na nova guerra fria China versus EUA.

Manifesto pro Herói do Hoje (ou porque você tem que rever seus conceitos e business plan)

Panda
A Terra foi parecida com Marte e pode voltar a ser em breve.
A Terra foi parecida com Marte e pode voltar a ser em breve.

Infelizmente, todos os ecosistemas da Terra estão sendo violentados. Eles se conectam formando o planeta Terra, um sistema interdependente de ecosistemas que nos mantém vivos e protegidos.

Tudo está interconectado.

Panda
Você não seria diretamente responsável pela extinção dessa espécie. Mas, indiretamente, sim, você é.

As consequências das ações da espécie humana no planeta podem demorar a acontecer mas como lei universal, toda a ação tem sua reação. Os resultados de curto prazo estão aí, épocas de dominância e riqueza (embora mal distribuída), explosão populacional, exploração em um nível cada vez mais acelerado. Domínio e exploração de recursos “esgotáveis”.

O ser humano é o responsável pela maior extinção de espécies da história do planeta e os economistas ainda usam PIB sem considerar que sua equação não leva em conta o valor da interdependente ecologia do planeta.

O que é PIB e porque ele é  um conceito míope

produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, durante um período determinado. O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de mensurar a atividade econômica de uma região. Somando todos os PIBs, temos um PIB global.

O PIB global em grande parte pode ser visto como o montante (em valores monetários) que o ser humano rouba do Planeta Terra para uso próprio.

Os astutos economistas e empreendedores precisam reconsiderar a atual concepção de crescimento econômico.

O crescimento econômico baseado no PIB não leva em consideração a destruição necessária e suas implicações. Em outras palavras: o termo PIB é míope e obsoleto para o nosso nível de consciência atual. E, mantê-lo em uso sem revisão é crime para as futuras gerações.

Ele contabiliza lucros ao se “esquecer de colocar” na conta o preço dos insumos naturais.

O PIB Global subtraído do custo/depreciação do insumo (Valor do Planeta) dá um prejuízo que é contabilizado numa conta aberta no crédito com um único contador e usurário: Natureza ou para alguns, Deus. (A natureza é como um daqueles cobradores que avisam, dão algumas chances de redenção mas quando chega a hora, é bastante rigoroso).

(Significado de Usurário: adj. e s.m. Que, ou aquele que empresta com usura; agiota. Avaro, sovina, pão-duro.)

Esse gasto, na velocidade que está sendo inflingida, nós, os perdulários, ainda estaremos vivos para acompanhar Deus nos cobrando com juros. (Se já não está, com o Aquecimento Global…) Continue lendo “Manifesto pro Herói do Hoje (ou porque você tem que rever seus conceitos e business plan)”

A disciplina do menos

Greg McKeown, escreveu para Harvard Business Review:

Por que as pessoas e organizações que já tem sucesso não se tornam automaticamente enormes sucessos? Uma explicação interessante é devido ao que podemos chamar de “o paradoxo da clareza”, que pode ser resumido em quatro fases previsíveis:

Fase 1: Quando nós realmente temos clareza de propósito, isso nos leva ao sucesso.
Fase 2: Quando temos sucesso, isso nos leva a mais opções e oportunidades.
Fase 3: Quando temos opções e oportunidades em mais quantidade, isso nos leva a esforços difusos.
Fase 4: Esforços difusos minam a clareza que nos trouxe o sucesso em primeiro lugar.

Curiosamente, e exagerando o ponto para deixar mais claro: o sucesso é um catalizador para o fracasso.

Eu gosto dessa teoria como base para entender o sucesso excepcional da Apple. Steve Jobs era orgulhoso de dizer “não”. Na entrevista para o All Things D de 2004, perguntado sobre o PDA da Apple: “Eu sou tão orgulhoso dos produtos que não fizemos quanto dos produtos que fizemos”. Veja outros exemplos aqui e aqui.

Tim Cook, na conferência do Goldman Sachs sobre tecnologia em 2010 falou:

Nós podemos colocar todos os nossos produtos nessa mesa. Esses produtos vendem $40 bilhões por ano. Nenhuma outra empresa pode fazer uma afirmação como essa exceto uma empresa de petróleo. Nós somos a empresa mais focada que eu já conheci ou li a respeito.

Nós dizemos não para boas idéias todos os dias. Nós dizemos não para grandes idéias para manter o número de coisas que focamos pequeno.

Conexão, humildade e liderança por Henry Mintzberg

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“A macro-liderança é tão ruim quanto a micro” – Henry Mintzberg

Sigo o blog Leadership Freak de um escritor chamado Dan Rockwell, que é pastor e consultor na Pennsylvania (!). Ele entrevistou Henry Mintzberg que é um acadêmico canadense renomado e autor de livros de relevância em administração. É Ph.D. pelo MIT.

O blog publica pequenos posts que são de arrepiar os cabelos porque tem uma visão original e completa ao adicionar um pouco de conhecimento religioso que falta nos posts (em geral, vazios) de administração. Faz uma ponte entre as técnicas e fundamentos e a ética nos negócios. (Importante, não?)

O post de hoje traz uma visão simples e forte de como um líder deve engajar-se na organização.

Os líderes tem que sujar suas mãos também. É destrutivo separar os conceitos de administração e liderança.”

Henry Mintzberg acredita que líderes focados em criar as estratégias e a visão mas que ficam distantes das trincheiras desenvolvem uma visão tão fora da realidade que o restante dos integrantes dificilmente engajam-se nela.

Mintzberg também acredita que há um perigo maior ainda: criar e engajar a organização numa alucinação e ter dificuldades ao executá-la.

Pior ainda, uma estratégia e visão desconectada das trincheiras é um dos maiores problemas com macro-liderança, mas há um outro mais devastador: a arrogância.

“A arrogância vem do distanciamento” – Henry Mintzberg

Quando Dan Rockwell perguntou sobre um conselho que ele amaria compartilhar sobre o assunto, ele lhe disse: “Conecte-se”.

Sobre conexão, humildade e liderança

Ao se conectar, você expressa, cria e nutre humildade e assim ganha legitimidade para liderar. O distanciamento sugere independência enquanto conectar-se requer interdependência.

A humildade é sempre uma prática e nunca apenas teoria. Falar sobre humildade sem praticar humildade resulta em arrogância. Quando Jesus disse para deixar o líder entre vocês ser aquele que os serve, ele virou o conceito liderança da época de cabeça pra baixo e mostrou a cura para a arrogância.

Coincidência com Ryan Holiday

Enquanto eu fazia o post sobre o livro Trust me, I’m lying de Ryan Holiday, eu fui pesquisar sobre o autor, assisti a algumas entrevistas e li alguns posts que ele escreve na Forbes.

Parei na sua página do Facebook e pedi para ser amigo. Logo depois escrevi uma mensagem rápida com o post, parabenizando Ryan pelo livro e manda um “Cheers from Brazil!”. Abaixo, a conversação que se deu entre mim e Holiday agora há alguns minutos:

Andre Bartholomeu Fernandes
hi ryan. I just did a blog post about you. i am reading your book and it is awesome. cool indeed. good luck. Cheers from Brazil!

há 59 minutos
Ryan Holiday
Very cool. Were you at the conference today?

há 42 minutos
Andre Bartholomeu Fernandes
no man, i am in São Paulo, Brazil.

há 35 minutos
Ryan Holiday
As am I for the next few days. I spoke a conference in the city today http://www1.folha.uol.com.br/tec/1141631-para-critico-da-imprensa-reporteres-so-repetem-o-que-leem-em-blogs.shtml

há 35 minutos
Andre Bartholomeu Fernandes
wow. crazy. that is why i got a little puzzled w/your reply.
i will read the article…

há 33 minutos
Ryan Holiday
haha, what a coincidence. Working with a publisher to get the book out here as well. Anything I should do in the city?

há 31 minutos
Andre Bartholomeu Fernandes
uhm … it is hard to tell…there are nice restaurants in Jardins…some bars in Vila Madalena

I have been off night life for quite a while…i just got back from work. internet just drive me insane…obsessive i mean

what kind of stuff you like do do? There is a place in Jardins that is kind of central to other spots so you can hang around if you wish…it is called SANTO GRÃO at Rua Oscar Freire…good food and coffee…and there is a lot of other places nearby

há 16 minutos
Ryan Holiday:
cool. yeah the American Apparel is on that street. I’ll stop by

A internet é fantástica. Você pode se frustrar, pode ficar um pouco obsessivo mas algumas coisas são impagáveis.

O dilúvio de informações só começou

Evolução do volume de palavras por mídia de 1900-2010 nos EUA
Evolução do volume de palavras por mídia de 1900-2010 nos EUA
Evolução do volume de palavras por mídia de 1900-2010 nos EUA. Uau.

A The Economist acaba de publicar a matéria Wordy Goods – Americans are exchanging ever more words no seu blog sobre estatísticas e gráficos.

Como iremos consumir palavras nas próximas décadas? A  McKinsey Global Institute trouxe respostas analisando a comunicação nos Estados Unidos desde 1900. Comparou tudo incluindo a palavra falada e cartas escritas enviadas pelo correio com redes sociais e emails.

Se você sente que passa muito mais tempo recebendo informações por dia, você está certo.

A pesquisa encontrou que a troca via papel não foi esmagada pela internet como se acha normalmente. O rádio foi. A televisão também. Segundo a matéria, a consultoria quer mostrar que ainda há crescimento para a comunicação via redes sociais, o que parece óbvio. As redes sociais são hoje a malha da internet, e é por lá que navegamos (o que sugere um problema pra o Google Search?).

A televisão deve se tornar mais e mais social no futuro e com a digitalização e os aparelhos como AppleTv e outros, isso vai acontecer nos próximos anos, rapidamente.

Notem que nos últimos 5 anos houve uma aceleração ainda mais grave do volume de palavras trocadas. Talvez, e muito provável seja a razão de nos sentirmos esmagados pela quantidade de informação que recebemos diariamente.

Acredite em mim, estou mentindo

Trust Me I'm lying - Confessions of a media manipulator

Bom, começar o blog não é nada fácil. É o pânico da folha em branco…

A idéia de fazer um blog é inspirado no blog do Ryan Holiday que acaba de escrever um livro sobre manipulação da mídia.

Ryan escreveu Trust Me, I’m Lying – Confissões de um manipulador da mídia que eu comecei a ler ontem.

Acredite em mim, eu estou mentindo conta a história “verídica” de Ryan trabalhando nos subterrâneos da mídia – os blogs, para manipular a mídia e promover eventos, produtos e tudo que pagasse bem.

Manipulação da mídia é algo a se saber. Atualmente, ela define tudo que você lê, ouve e vê online. Tudo.

Ele é antes de tudo um hacker, mas um hacker diferente: um media hacker. Media hackers são incomuns e meu interesse está no topo pra sair um pouco do universo sensacionalista que a internet está se tornando. Eu sou apaixonado pelo meu dia a dia em tecnologia mas eu me sinto sufocado pelo dilúvio de informações plantadas para promover as novas startups ou as novas celebridades do meio. É difícil de discernir e também difícil manter um foco.

A sensação paradoxal é a de que sempre há uma nova nova notícia que você pode perder e ficar de fora. Não é preciso dizer que 99% das notícias podem ser ignoradas sem perigo algum.

Abaixo, você pode assistir ao vídeo de lançamento do livro de Ryan:

E, aqui, vai a entrevista de Ryan Holiday que é longa mas vale a pena: